A Estética Como Ferramenta De Desenvolvimento Pessoal

A estética, e a maioria das áreas relacionadas com a estética, têm a fama de ser algo apenas superficial, mas será que tem mesmo de ser assim?

Vais ver neste artigo que a estética pode não só dizer muito acerca de ti mesmo, como pode ser utilizada como uma ferramenta poderosa para a tua expressão e desenvolvimento pessoal.

A sério? Estética e desenvolvimento pessoal? O que é que uma coisa tem haver com outra? Aliás, muitos diriam que são duas coisas completamente opostas…

Está na hora de quebrar algumas ideias pré-concebidas acerca da estética.

Com “estética” refiro-me a tudo o que implica “embelezar” o aspeto físico do nosso corpo. Seja maquilhagem e cosméticos, cabelo, piercings, unhas, tatuagens, cirurgia e intervenções estéticas… Todas estas coisas podem ser utilizados de forma funcional ou disfuncional, ou seja, de forma benéfica ou prejudicial.

 

Como podes ver na imagem, há diferentes formas de usar esta ferramenta da estética, e cada uma delas pode dizer muito acerca de ti, da tua mentalidade, e onde estás no teu processo de desenvolvimento pessoal.

A indústria da estética é baseada na utilização disfuncional do “embelezamento” do aspeto físico. Se todas as pessoas (principalmente mulheres) se amassem como são e não sentissem necessidade de mudar o seu aspeto ou de encaixar num determinado padrão de beleza definido pela própria indústria, tudo seria muito diferente e, com certeza, o lucro não seria tanto – de acordo com o Economist.com $160 mil milhões são gerados globalmente pela indústria todos os anos, isto incluindo maquilhagem, produtos para a pele e para o cabelo, cirurgia cosmética, clubes de saúde e comprimidos de dieta.

Não me interpretes mal, eu adoro estética e tudo o que seja brincar com o visual. Mas realmente o que importa e o que faz mesmo a diferença no que toca a usar a estética de forma benéfica ou prejudicial, na minha opinião, é a intenção e a mentalidade com que fazes as coisas.

Da mesma forma como tribos indígenas se tatuam, pintam e alteram o seu visual como ritual ou símbolo de algo especial e muito específico (seja ritual de passagem, cerimónias, aquisição de estatutos, etc), ou como os povos nativos americanos cortam o cabelo em situações muito particulares e atribuem significados específicos relacionados com a mente e  com os pensamentos aos seus penteados, a estética pode ser usada como forma de expressão do nosso processo de desenvolvimento pessoal.

Por exemplo…

É a diferença entre fazer uma tatuagem qualquer ou cobrir o corpo de tatuagens simplesmente porque acha “bonito”, porque as tatuagens são cada vez mais populares, porque pensa que transmite uma certa ideia ou uma certa mensagem a outras pessoas acerca de si mesmo…  … versus… … fazer uma tatuagem com um design específico para representar algo maior do que si mesmo (uma dificuldade ultrapassada, uma mensagem específica, um sonho ou objetivo que deseja alcançar ou que finalmente alcançou…), fazer uma tatuagem específica, pensada e desenhada especificamente com aquele propósito, sendo esse propósito 100% pessoal, feito só para si mesmo e nunca para os outros.

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É a diferença entre tapar completamente a cara com maquilhagem todos os dias, usar tons de base diferentes para alterar o aspeto fisionómico da cara e/ou do corpo fazendo parecer que tem o nariz mais fino, as bochechas mais erguidas, as sobrancelhas mais definidas, os lábios mais grossos, para no final de tudo parecer uma pessoa completamente diferente e feita de plástico, escondendo o seu verdadeiro aspeto atrás de uma máscara de maquilhagem para que encaixe nos padrões de beleza onde acha que se precisa de encaixar para ser aceite e considerada “bonita”… .. versus … … usar maquilhagem como expressão artística (através por exemplo de facepainting e bodypainting); com um propósito específico como muitos ilusionistas que usam maquilhagem nos olhos para cativar e chamar a atenção para o olhar (o que funciona como mais uma distração do que se está a passar nas suas mãos durante o truque), ou para evidenciar mais a sua fisionomia natural para que esta seja mais notável como por exemplo em casos de artes performativas como teatro ou dança, ou se falar em público ou em programas de televisão/vídeos, para que se consiga ver bem a cara e as expressões faciais de forma a facilitar a comunicação e conectar-se mais com a audiência…

Outro bom exemplo, e muito comum na estética, é alguém passar por uma superação grande ou por uma mudança drástica na sua vida e celebrar isso com um corte de cabelo radical ou muito diferente do que costumava ter até então, ou então o expressar a necessidade de mudança através do corte de cabelo. Em ambos os casos, o corte torna-se o símbolo de mudança e de transformação, e a pessoa lembra-se disso sempre que se olha ao espelho ou sempre que passa as mãos pela cabeça.

Como podes ver, a intenção e a forma como usas a estética faz toda a diferença.

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Se a usares de forma consciente e com propósitos claros, além de ser uma forma de expressão, até te pode ajudar a desenvolver partes de ti e do teu processo pessoal como:
AUTO-EXPRESSÃO

Antes de mais nada, acredito que a estética é primariamente uma ótima ferramenta de auto-expressão. A forma como te vestes, se te maquilhas ou não, como o fazes e porquê, como usas o cabelo e as unhas, etc, etc, são tudo formas de comunicar a tua personalidade sem que tenhas de dizer uma palavra.

AUTO-DESCOBERTA

A introspeção e conexão contigo mesma que precisas para conseguir a tua auto-expressão, seja através da estética ou de outra ferramenta qualquer, implica um trabalho interessante de auto-descoberta que é impossível parar depois de começado.

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EQUILÍBRIO

A compreensão e consciência do conceito de equilíbrio e do “menos é mais”, ajuda a certificar que não cometes exageros de forma a por em risco a tua saúde.

Seja com maquilhagem exagerada todos os dias ao ponto de estragar a pele, quantidade exagerada de procedimentos e produtos no cabelo que o estraga ou danifica, submeteres-te a intervenções cirúrgicas excessivas, cobrir o corpo com tatuagens ou piercings, etc.

Equilíbrio é a chave, e a tua saúde é o mais importante, o que me leva aos próximos dois pontos…

AMOR PRÓPRIO

O conceito de equilíbrio vem de mãos dadas com algo muito importante que a estética pode desenvolver ou destruir – o amor próprio. Se vais utilizar alguma forma de estética, precisas de desenvolver esta capacidade OBRIGATORIAMENTE, senão facilmente ficas preso à estética e dependes dela para te sentires bem contigo mesma.

Falo por experiência. Comecei a usar maquilhagem (especificamente rímel e eyeliner preto) numa altura em que a minha auto-confiança estava muito em baixo e rapidamente comecei a depender dela para me sentir melhor em relação a mim mesma. Foi um remendo pequeno e frágil que encontrei na altura e rapidamente me viciei nele.

O mesmo aconteceu com o meu cabelo, louco, encarapinhado e incontrolável, o meu cabelo ocupava grande parte do meu dia e não saía de casa sem primeiro passar o tempo que fosse preciso na casa de banho com o gel de cabelo até me sentir relativamente satisfeita.

Ninguém me via sem gel, e ninguém me via sem maquilhagem. Tudo por falta de amor próprio, por seguir padrões de beleza ditados por outros e que assumi como absolutos, por achar que precisava de ser assim para ser aceite ou para que outros gostassem de mim. Mas na realidade, quem precisava de me aceitar e amar era eu mesma.

Hoje posso dizer que superei essas barreiras, e descobri este lado positivo da estética: o de te olhares a ti mesmo nos olhos pelo espelho e conseguires dizer “amo-te como és”, podendo dar asas à tua imaginação e auto-expressão, brincar com o teu visual de acordo CONTIGO, com a TUA personalidade, com a TUA história, de acordo com quem és, sem te “viciares” nem dependeres da estética para a tua felicidade e para te amares e te sentires aceite. Sê tu mesma e expressa isso!

SAÚDE FÍSICA

Outra vantagem que vejo na utilização funcional da estética é o facto de lidarmos e cuidarmos do nosso corpo regularmente, o que nos permite conectar mais com ele e aprendermos a ouvi-lo e a prestar atenção a ele, de forma a nos mantermos saudáveis e em equilíbrio.

Por exemplo, o facto de termos as unhas muito fracas, com manchas, ricas ou fungos, são indicadores de saúde e devemos tomar medidas para o retificar, não ao disfarçar colocando apenas verniz por cima para que não se veja (disfuncional), mas tratando da nossa saúde interior para que se revele no exterior. O mesmo se aplica a outras coisas como tom e textura da pele, estrutura do cabelo, etc.

 Somos seres espirituais a viver uma experiência física. Vamos usar essa parte física a nossa proveito, complementando essas duas partes de nós para que estejam em sintonia 🙂

Todos os aspetos do teu corpo físico podem ter um significado especial para ti, e fazer parte do teu processo de desenvolvimento e evolução.

O que achaste deste artigo? Partilhas a minha opinião em relação à estética? Tens algum aspeto do teu corpo físico que tenha um significado especial para ti? Comenta abaixo! Adoraria ouvir de ti!
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